Manifesto Para a Libertaçao Revolucionária: IX. As velhas potências imperialistas: UE, América do Norte e Japão

 

Desde o fim da segunda guerra mundial, os EUA tem sido o poder absoluto dominante entre os Estados imperialistas. A emergência da China e a Rússia fez com que terminasse este período, mesmo que os EUA permaneçam ainda relativamente sendo o poder mais forte. O declínio dos Estados Unidos tem provocado, por um lado, um aumento setores ultrarreacionários, racistas e beligerantes da burguesia com significativo apoio entre a classe média (por exemplo, o movimento, Tea Party, Donald Trump) e, por outro lado, uma escalada na luta de classes (por exemplo, greve na Verizon, o movimento blackLives Matter (Vidas Negras São importantes).

O governo de Shinzō Abe reflete a determinação da classe dominante japonesa para fazer avançar as reformas domésticas contra a classe trabalhadora e para derrubar a constituição “pacifista" e transformar o Japão em uma agressiva grande potência militar.

A classe trabalhadora na Europa se depara com uma ofensiva reacionária por parte de sua classe dominante. Seus governos combinam uma continuação de sua cruel ofensiva de austeridade com crescente chauvinismo contra imigrantes (especialmente os muçulmanos) e o estabelecimento dos antidemocráticos estados policiais junto como aumento de aventuras militares no exterior (principalmente no norte da África e Oriente Médio). A aceleração das contradições capitalistas intensificam duas tendências: de um lado, a subjugação dos países europeus semicoloniais (por exemplo, Grécia, Portugal, Irlanda e Europa Oriental) sob o pesado comando das grandes potências líderes da União Europeia (Alemanha, França); por outro lado, o conflito entre esses setores da burguesia imperialista Europeia que se esforçam no sentido da formação de um superestado imperialista Pan-Europeu e aqueles que optam por um Estado-nação imperialista "independente" (por exemplo, o referendo BREXIT na Grã-Bretanha).

As tarefas cruciais para os revolucionários no próximo período são:

* Lutar contra as ofensivas de austeridade, bem como contra o chauvinismo e o militarismo de sua própria classe dominante imperialista;

* Apoiar a luta dos países semicoloniais como a Grécia para sair da UE; nenhum apoio para a UE nem para um estado nacional imperialista independente – abstenção em qualquer referendo nos Estados imperialistas sobre a questão de ficar ou sair da UE; pelos Estados Unidos socialistas da Europa!

* Lutar contra os partidos reformistas – por novos Partidos de Trabalhadores!