Defender a revolução Síria - Derrotar Assad – Rússia, OTAN e todos os Outros Agressores Estrangeiros para Fora da Síria!

No 5º aniversário do início da revolução síria: Por uma Campanha de Solidariedade Internacional em Apoio à Luta de Libertação dos Trabalhadores e Camponeses (fallahin) sírios!

Um chamado conjunto da Corrente Comunista Revolucionária Internacional-CCRI (em inglês-RCIT) e da Agrupación de Lucha Socialista (México), 08 de março de 2016

 

 

 

No 5º aniversário desde que começou, a revolução síria está enfrentando grave perigo. O povo sírio enfrenta uma miséria indescritível, como resultado do terror sem fim por parte do regime de Assad, além da agressão em curso por parte das grandes potências. De acordo com o Centro Sírio de Pesquisa Política, 470.000 pessoas já morreram desde o início da guerra civil e 11,5% de toda a população do país foram mortos ou feridos, enquanto uma incrível cifra de 45% do povo sírio foi deslocada!

 

Atualmente, com a ajuda da blitzkrieg russa e milhares de tropas iranianas, o regime de Assad ameaça liquidar a região de Free Aleppo (Aleppo Livre). As grandes potências - Rússia, Estados Unidos, França, Reino Unido e Alemanha - estão todas envolvidas em uma campanha de bombardeio assassino que, sob o pretexto da "Guerra ao Terror", é dirigida principalmente contra as forças rebeldes sírias e contra a população civil. Além disso, não são apenas as forças iranianas e do Hezbollah que estão intervindo na guerra civil síria, mas os regimes reacionários da Turquia e Arábia Saudita ameaçam fazer o mesmo. Além disso, o reacionário Daesh (o denominado "Estado islâmico") ameaça a revolução síria por dentro. Infelizmente, a liderança do PKK/YPG - ao defender o direito legítimo do povo curdo para a autodeterminação nacional - não apoiam a revolução síria, e em vez disso está a colaborar com o regime de Assad, bem como com os EUA e a Rússia.

 

A revolução síria ainda enfrenta um grave perigo adicional: as grandes potências estão decididas a liquidar o processo revolucionário na Síria, impondo as chamadas negociações de Genebra. Isto não é nada mais que uma tentativa de repetir o contrarrevolucionário “processo de paz de Oslo” que terminou com rifar a primeira Intifada palestina, em 1994.

 

Ao mesmo tempo, os governos europeus estão ou totalmente bloqueando ou colocando em acampamentos centenas de milhares de refugiados sírios que foram obrigados a fugir do seu país devastado pela guerra. Racistas de direita e as forças fascistas estão soltando o seu ódio contra os refugiados sírios ou estão até mesmo a ataca-los de forma violenta.  A Islamofobia se tornou o novo antissemitismo da Europa.

 

Denunciamos todas aquelas forças que se dizem socialistas (os stalinistas, os defensores do Castro-chavismo, o Partido da Esquerda Europeia, vários pseudo-trotskistas), mas, que na verdade, estão traindo as massas por não tomar uma posição progressiva nestas lutas cruciais que são uma parte vital da luta de classe mundial. Estas forças hipócritas apoiam - direta ou indiretamente - o regime de Assad ou tomam uma posição neutra na guerra civil em vez de apoiar a revolução síria. Isto é particularmente verdade para os dois partidos “comunistas” sírios (o “Unified", assim como o "Bakdash"), que por décadas tem estado vergonhosamente como parte da “Frente Nacional Progressista" governista de Assad.

 

Da mesma forma denunciamos os partidos "progressistas" da Europa que não se opõem ao avanço da ofensiva contrarrevolucionária (a militarização, o regime de "Estado de Emergência", etc.), que também não estão lutando pelo "Open Borders"(Abertura de Fronteiras)(isto é, defender o direito dos refugiados de irem livremente para a Europa) e que deixam de lutar pela plena igualdade dos imigrantes (direitos civis iguais, salários iguais, igualdade da sua língua materna nas escolas e na administração pública, etc.).

 

A revolução síria demonstra dramaticamente a ausência dolorosa de um partido revolucionário enraizado na classe trabalhadora. Só esse partido seria capaz de avançar e organizar as numerosas e heroicas iniciativas locais de trabalhadores sírios, jovens e fallahin para administrar seus bairros e armar-se contra os inimigos do povo. Tal partido avançaria a formação de sindicatos independentes. Só esse partido seria capaz de combinar a luta democrática contra a ditadura junto com uma perspectiva socialista do Governo de trabalhadores e Fallahin com base milícias e conselhos populares que iria destruir o aparelho de Estado baathista, expropriaria a burguesia, e assumiria a riqueza do país, a fim de colocá-lo a serviço do povo.

 

É só por causa da ausência de tal partido que elementos corruptos, bem como pequeno-burgueses pró-ocidentais-ou forças islâmicas, têm sido capazes de ganhar uma posição de liderança entre as forças populares sírias anti-Assad.

 

De fato, a Revolução Síria - e a Revolução árabe em geral – assim como a luta contra a agressão por parte das Grandes Potências no Norte de África e no Médio Oriente, e a luta contra a militarização e o racismo na Europa estão intimamente ligadas. Elas são um teste decisivo para todos os revolucionários e uma linha divisória entre o marxismo autêntico e o revisionismo. Os revolucionários só podem ter uma abordagem correta ao combinar essas lutas com base no programa da revolução permanente, o internacionalismo proletário, e o anti-imperialismo marxista.

 

Como revolucionários marxistas defendemos a defesa incondicional da revolução síria contra a ditadura de Assad, bem como contra a agressão brutal das grandes potências e dos vários países estrangeiros regionais. Combinamos esta posição com a perspectiva revolucionária e socialista de uma Síria Livre e Vermelha. Nós apoiamos incondicionalmente a luta do povo sírio sem dar apoio político às suas lideranças pequeno-burguesas seculares (não religiosas) e islâmicas. Da mesma forma, apoiamos a luta do povo curdo para pela autodeterminação nacional, sem dar apoio político às lideranças do PKK/YPG pró-imperialistas. Nós apoiamos a resistência do povo sírio contra a agressão das grandes potências a fim de expulsá-los da região e convidamos todos os trabalhadores internacionais e movimentos populares a apoiar esta luta. Defendemos os imigrantes, especialmente os imigrantes muçulmanos, contra a crescente onda de racismo. Fazemos um apelo pela criação de um movimento de solidariedade internacional, a organizações de juventude e dos trabalhadores imigrantes para lutar pelo "Open Borders"(Abertura de Fronteiras) e plena igualdade de imigrantes e refugiados. Tal movimento também deve lutar contra a militarização e contra o regime de "Estado de Emergência" na Europa. Nós empreendemos esta luta como parte de nossos esforços para unir todas as forças revolucionárias autênticas e construir um partido revolucionário mundial.

 

O RCIT e o ALS conclamam todos os trabalhadores e as organizações populares e de imigrantes a unir forças em uma campanha internacional de solidariedade com a Revolução Síria. Tal campanha deverá basear-se nos três seguintes pilares.

* Defender a revolução síria! Derrotar o regime de Assad! Não ao Daesh/Estado Islâmico!

* Expulsar os russos, a OTAN e todos os outros agressores estrangeiros para fora da Síria! Não às "negociações” impostas pelas Grandes Potências destinadas à liquidação da Revolução Síria!

* Abrir as fronteiras da Europa para todos os refugiados sírios! Colocar fim à reação racista e à Islamofobia na Europa!

 

Chamamos a todos os que apoiam essas bandeiras a nos contatar e juntar-se nesta campanha de solidariedade internacional.

Agrupación de Lucha Socialista (México): www.agrupaciondeluchasocialista.wordpress.com, luchasocialistals@gmail.com

Revolutionary Communist International Tendency (Pakistan, Sri Lanka, Brazil, Israel/Occupied Palestine, Yemen, Tunisia, USA, Germany, Britain and Austria): www.thecommunists.net, rcit@thecommunists.net

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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